Valorizando a morte para engrandecer a vida.

“O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte.” Friedrich Nietzsche

Sempre ouvimos que só damos valor quando perdemos… sendo assim, questionei-me sobre este porquê. Pensei: Por que valorizamos exacerbadamente as perdas em detrimento aos nossos anseios? Por que só damos valor às conquistas por sabermos que poderemos ser derrotados? Por que enfatizamos nossas vitórias quando vemos a queda de outrem? Até quando seremos os heróis da mediocridade? Até quando viveremos o Complexo de Pollyanna do descalabro?

O ser humano, por si só, é fraco, deprimente, inseguro, depauperável, frágil e nefasto. Buscamos na arrogância nosso auto engano. Vivemos uma vida de mentira, vivemos aquilo que desejaríamos viver mas nunca tivemos oportunidade. Somos apenas um roteiro de um filme não produzido. E somente para minimizar a dor da insegurança. Insegurança que nos faz ter medo. Medo que nos torna fracos. Fraqueza nos faz depender. Dependência que nos faz viver o teatro de ser, estar e permanecer. Somos o nada, demonstrando ser tudo.

Devemos valorizar a morte. Ela é certa no ato, mas não nos fins. Sabemos que deixaremos de viver, mas não até quando, por isso, procuramos subterfúgios para esquecer que pode ser agora, amanhã, com quem amamos… Mas não podemos nos esconder disso. Tentamos correr, o máximo que podemos, mas não há esconderijo capaz de nos proteger por muito tempo. Então por que não valorizamos nossos atos e nossas vidas já que sabemos que ela está se esvaindo a cada segundo?

A vida poderia ser vivida como se não houvesse amanhã. Sem atingir terceiros com nosso mal, apenas vivendo! Sem ter a vergonha de ser feliz. Por mais que criemos, aceitemos, confiemos e acreditemos que poderemos ter uma nova chance, seja pós morte, seja retornando à vida de outra forma, não sabemos, não temos certeza, mas sempre desejamos uma nova oportunidade… Então que tal aproveitarmos a única certeza que temos? Temos essa vida. Ela existe! O resto é medo e especulação dos deploráveis.

Vamos sorrir, amar, sentir, tocar, perceber e adivinhar, vamos permitir e doar, refazer até acertar, fingir para agradar, falar com belas palavras para não magoar, ser o que não somos para nos tornar, vamos alterar, continuar o que nos faz amar, ter e preservar, vamos cuidar,  mimar, cultuar o olhar, afagar, secar e molhar, vamos sorrir pra não chorar, vamos chorar para marear, vamos… vamos!!!!

Aproveite a única certeza que tu tens, não viva de ilusões por mais que seja mais fácil e menos dolorido. Não deixemos como história mentiras que criamos de si mesmos, deixemos causos e casos concretos, pondo cada tijolo, um de cada vez, como um jogo de Lego… Vamos construir nossas vidas com os tijolos da realidade, aproveitando cada momento, cada segundo, pois estes poderão ser os últimos da única vida que tu terás.

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Descriminalização do aborto. Eu apoio! Em defesa da individualidade da mulher.

“Uma pessoa que é contra o aborto mas é favorável a pena de morte é como uma pessoa que se considera vegetariano e come peixe.” Autor desconhecido

Há, à priori, discordâncias sobre o ponto em que a vida se inicia. Entretanto, me porei aqui, a relacionar apenas as vertentes científicas, que são realmente as que interessam para a sociedade em geral. Qualquer ponto religioso ou cultural deve ser analisado em âmbito pessoal, apenas isso.

Dentre as visões científicas existentes sobre o assunto, temos os seguintes pontos: Visão genética (após a fertilização, formando um conjunto genético único), Visão embriológica (a partir da 3ª semana, quando é estabelecida a individualidade humana), Visão neurológica (O mesmo princípio da morte vale para a vida. Ou seja, se a vida termina quando cessa a atividade elétrica no cérebro, ela começa quando o feto apresenta atividade cerebral igual à de uma pessoa. Alguns cientistas dizem haver esses sinais cerebrais já na 8ª semana. Outros, na 20ª), Visão ecológica (Considera a capacidade do feto sobreviver fora do útero. Entre a 20º e 24º semana) e Visão metabólica (Para essa corrente, espermatozoides e óvulos são tão vivos quanto qualquer pessoa).

Estima-se que quase 1 milhão de mulheres interromperam a gravidez e foram realizadas em torno de 250 mil internações por complicações pós aborto no Brasil no ano de 2013, tornando-se então, o segundo motivo por internações ginecológicas no país. O Ministério da Saúde informa que neste mesmo ano, ocorreram 1523 abortos legais (Estupros, ameaça a saúde materna e anencefalia do feto). Levando em consideração que o custo diário de atendimento do SUS (Sistema Único de Saúde) é de R$413 e que as hospitalizadas permaneceram apenas um dia no leito, temos o valor de R$ 103,3 milhões. Somando-se a isso, o custo por curetagem (método de retirada de placenta e endométrio do corpo) realizada, com valor de R$ 411,00, multiplicado pelo número de procedimentos em 2013, 190.282, temos o valor de R$ 78,2 milhões. Formando então um custo total de R$ 181,5 milhões. Neste mesmo ano, foram quase 300 mortes em decorrência de abortos. Dados alarmantes?

Temos Jandiras* em busca de clínicas ilegais para a realização de sua vontade, mesmo sem quaisquer acompanhamentos ou explicação mínima do que ocorrerá, temos outras que, por si mesmas, consomem Cytotecs (medicamento criado para o tratamento de úlcers, mas utilizado como abortivo) tal qual Aspirina. Por estes e outros motivos, o aborto acaba sendo a quinta maior causa de morte feminina no país.

Sinceramente, não acho que o aborto deveria ser legalizado apenas pelo fato de serem realizados mesmo não sendo legal. É necessário sair da mesmice de pensamento e visualizar a questão pelo lado de fora da caixa.

O quarto capítulo do livro Freakonomics (Steven Levitt e Stephen Dubner – abril de 2005) defende a tese de que o aborto legalizado seria o grande responsável pela diminuição da criminalidade em Nova Iorque e não fatores como a existência de uma economia mais forte, o aumento do número de policiais, a implementação de estratégias policiais inovadoras ou as mudanças no mercado de drogas. Os autores argumentam que filhos indesejados teriam maior probabilidade de se tornarem criminosos até mesmo pelas condições precárias de vida (social e psicológicas) a que estariam sujeitos durante sua criação. Precisamos verificar a importância deste estudo. Sendo assim, aborto está associado diretamente à várias questões, não apenas à vida em si, seja da mulher ou do feto.

Obviamente, antes que alguém venha com o argumento pueril de que é absurdo mulheres fazerem aborto nos dias de hoje já que temos milhares de formas contraceptivas existentes, justifico-me com uma indagação. Devemos pagar, por toda nossa vida, por um erro cometido no campo da segurança para nós mesmos? Refiro-me, para melhor análise sobre o assunto, exclusivamente à gravidez, deixando de lado outros perigos referentes ao descuidado no campo sexual.

Pesquisa mais recente (2010) realizada pela UnB com mulheres acima de 40 anos de idade apontam que uma em cada 5 já realizaram algum tipo de aborto, legal ou ilegal. Ou seja, 20 % da população feminina brasileira. Vale salientar que quanto menor a classe social maior o risco para as mulheres, já que as formas de execução (mal-)utilizadas elevam em 1000 o risco de complicações posteriores.

Verificando dados de países onde o aborto não é crime como Holanda, Espanha e Alemanha, observa-se uma taxa muito baixa de mortalidade e uma queda no número de interrupções, porque passa a existir uma política de planejamento reprodutivo efetiva.

O Uruguai, que descriminalizou o aborto em outubro de 2012, também tem experimentado quedas vertiginosas tanto no número de mortes maternas quanto no número de abortos realizados. Segundo números apresentados pelo governo, entre dezembro de 2012 e maio de 2013, não foi registrada nenhuma morte materna por consequência de aborto e o número de interrupções de gravidez passou de 33 mil por ano para 4 mil. Isso porque, junto da descriminalização, o governo implementou políticas públicas de educação sexual e reprodutiva, planejamento familiar e uso de métodos anticoncepcionais, assim como serviços de atendimento integral de saúde sexual e reprodutiva. Creio que são provas absolutas da utilidade social, em vários aspectos, para que comecemos a pensar conscientemente na prática legal do aborto.

Seja lá o que individualmente se pense sobre o assunto, vejo como é extremamente importante educarmos, informarmos e instruirmos nossas meninas e meninos desde muito cedo, para que se tornem mulheres e homens mais sabedores, dando então, maior base sobre os riscos que atos irresponsáveis podem representar em suas vidas, mudando-as por completo. Nesta mesma linha de pensamento, nossos profissionais de saúde, de todos os ramos diretamente ligados ao assunto, deveriam ser tanto ou mais instruídos que as mulheres que os procuram com objetivo de sanarem suas dores carnais e psicológicas.

Uma coisa que deve ser pensada com seriedade é: nenhuma mulher em sã consciência desejará realizar um aborto. Nenhuma! Nenhuma mulher preferirá aborto à pílula, à camisinha ou a outras práticas que as protejam do ato doloroso do aborto.

Particularmente, considero a versão neurológica como forma adequada a ser usada como pensamento e prática para que sejam realizados abortos de forma que não achemos que estamos tirando uma vida. Há ali, um projeto de ser vivo em andamento. Seguindo esta linha de raciocínio, se não há vida, não há nada. Uma semente não é uma planta! Não se mata algo que não tem vida!

De qualquer forma afirmo, em alto e bom tom! Minha opinião deve ser unânime, seja você contra ou a favor da descriminalização. Todos nós não somos a favor do aborto! Nenhum de nós! Alguns sim, como eu, são a favor de uma política que permita a prática e a liberdade de mulheres decidirem com segurança, sobre seus corpos, seus atos e suas vontades. Sempre ciente de tudo! Para mim, um aborto não é um ato menos agressivo ao corpo de uma mulher do que uma lipoaspiração por exemplo!

Sendo assim, se você não deseja realizar abortos, independentemente do motivo que a leva a este pensamento, há uma boa opção. NÃO FAÇA! Descriminalizar não é obrigar! Tenha ao menos a decência de permitir que pessoas usufruam do direito de decidir sobre seus próprios infernos…

Por fim, mesmo tocando em um assunto demasiado polêmico como o aborto, podemos verificar os benefícios à sociedade e principalmente para a individualidade das mulheres. Quem sabe um dia poderemos tomar nossas decisões sem correr o risco dos julgamentos preconcebidos, dos dedos da sociedade em riste apontando nossas faces e que possamos assumir os riscos até mesmo de nossos erros.

Texto dedicado à Jandira e às Jandiras país a fora.

* A auxiliar administrativa Jandira Magdalena dos Santos Cruz desapareceu em agosto de 2014 após entrar em um carro rumo a uma clínica ilegal para a realização de um aborto. Ela faleceu durante o procedimento aos 27 anos de idade. Seu corpo foi encontrado em um terreno baldio, mutilado e queimado.

Fontes Utilizadas:

Site O Globo: http://oglobo.globo.com/brasil/tabu-nas-campanhas-eleitorais-aborto-feito-por-850-mil-mulheres-cada-ano-13981968

Site Arquivo Pública: http://apublica.org/2013/09/um-milhao-de-mulheres/

Site Frekonomics.com: http://freakonomics.com/

A favor da legalização da eudemonia.

“A Bíblia contém 6 condenações aos homossexuais e 362 aos heterossexuais. Isso não quer dizer que Deus não ame os heterossexuais. É apenas que eles precisam de mais supervisão.” Lynn Lavner

E eis que o país para… alguns atônitos, estupefatos, estarrecidos, pasmos… Outros admiram notavelmente, fabulosamente, olhos brilhantes. A cena: duas senhoras, uma novela, um beijo. Está aí o motivo de tamanha comoção. Elas são um casal que se ama e se beijam em rede nacional? Afronta! heresia! Pronto! Revolta retrógrada ativada em uníssono. Mídias sociais em êxtase! #vovossalientes

O exemplo acima foi por mim colocado apenas para ilustrar a negação existente na sociedade no que se refere a diversidade. O que me intriga sobre o assunto acima é que eu nunca vi ninguém ir em público por estar perturbado com a quantidade de assassinos nas novelas e o quanto essa imagem pode afetar… a família!

Por que homossexuais são tão ameaçadores para uma grande parcela de homens e mulheres héteros espalhados pelo Brasil? Por que não há respeito com a individualidade daqueles que amam ou desejam alguém de um mesmo gênero? Por que muitos desejam erradicar, subjugar ou simplesmente fingir que não existem os que não agradam ao seu modo de pensar e agir? É muito mais fácil mudar o outro, sucumbi-lo ou aniquilá-lo.

A sociedade, as culturas e os conceitos de vida têm se alterado tão rapidamente que apavora aos que são constituídos de uma mentalidade abalroada. Vejamos por exemplo o assunto casamento homossexual ou casamento gay. Nenhum assunto gera tanta polêmica quanto este nos últimos anos. Aqueles que não concordam se baseiam nos argumentos mais infames, arcaicos e estapafúrdios.

Utiliza-se em grande parte o argumento religioso, que por si só, não deveria ser utilizado para definir algo em nossa sociedade, baseando-se que o estado é laico. Assim, este argumento deveria servir, unicamente e à priori, apenas aos indivíduos que seguem tais religiões. Vale lembrar que o tipo de casamento no qual estamos falando e, que é solicitado pelos homossexuais, é o casamento civil e os direitos que nele se associam. Me ponho a pensar! Qual a preocupação destes senhores? Eles acham mesmo que um gay deixará de ser gay pelo simples fato que o estado não os dá o direito do casamento civil? Ou será que acham que a partir da legalização, haverá uma corrida aos juizados de vários casais héteros querendo a separação para casarem com seus amores do mesmo sexo? Ou será que acham que a partir da legalização héteros tornar-se-ão gays?

Outro argumento bastante utilizado é o de que a maioria da sociedade não aceita tal modo de agir e ser dos gays, ou seja, para tais cidadãos, ou somos e agimos pasteurizados e homogêneos, bovinamente ou tal qual, rumo ao abate. Para estes, devemos proteger as crianças deste mal demoníaco, afinal de contas, deve existir uma bactéria gay ou uma hipnose gay, nos quais, apenas em ver e estar próximos de um, somos induzidos em hipnosia e infectados através de inspiração de frescura LGBT. Lembro-me de ver muitos filmes com assassinatos em massa. Rambo, Chuck Norris etc. Não matei ninguém! Apesar da vontade!

Outro argumento que me irrita profundamente é o de que se gays forem autorizados a casar não haverá procriação, sendo assim, em breve, a humanidade se extinguiria. Pausa dramática! Como se casais homossexuais não quisessem e pudessem ser pais e procriarem. Vale lembrar que os orfanatos estão repletos de filhos de… Homossexuais????

Vivo a pensar sobre os porquês existentes nas mentes recriminatórias em cada metro quadrado deste país. será falta de educação familiar? educação escolar? leitura? Onde está a tolerância? Devemos excluir as rádios de tocar rock pelo simples fato que a maioria dos ouvintes do país preferem pagode e sertanejo? Até quando vamos querer que as pessoas vivam suas vidas restritamente pelo simples fato que não somos capazes de assimilar que há sim, formas de viver a vida distintas daquilo que decidimos ser positivo para nós? Ninguém está querendo eliminar o direito de um grupo para o outro. Querem apenas igualdade de direitos, tal qual os feministas. Sim os feministas!

Paremos de nos preocupar com a vida dos outros. Chegamos ao ponto de recriminar e escravizar o amor. Será que é proibindo direitos que formaremos um país para “família”? Minha família quem faz sou eu! Casais formados por duas pessoas, do mesmo sexo ou não, sabedoras dos seus direitos, sãs, maiores de 14 anos para namoro e maiores de 18 para casamento, devem e podem se relacionar. Se você não consegue observar duas pessoas do mesmo sexo se relacionando amorosamente, isto não é um problema deste casal… é um problema seu!  O problema está em você! O erro está com você!

A liberdade está nos indivíduos e deve ser respeitada. A democracia não se define pela vontade da maioria, mas pelo respeito a todos. Eu demonizo quem não é eudemônico! Não briguemos pela cura gay, lutemos pela cura dos idiotas! Não acha correto namorar ou casar com alguém do mesmo sexo? Não case! Ponto final!

Não se preocupem, nossas crianças vão ficar bem!

Até o fim dos dias.

“De todas as coisas seguras, a mais segura é a dúvida.” Bertolt Brecht

E se não tivermos certezas? e se as dúvidas, anseios e medos fossem as únicas razões de razão que tivermos? E se todos os conceitos pré estabelecidos por nós, nada mais forem do que paradigmas existentes em nossas mentes formatadas pelos enganos causados por si mesmo?

Questionar é duvidar! Duvidar é não ter segurança! Ser inseguro é possuir medo! Possuir medo é ter a certeza de que estamos vivos. A obtenção de conhecimento e a busca por tal, é a maior causa de transtornos dentro do âmago do nosso ser. Feliz daquele que não tem dúvidas, ao contrário, tem certeza, pois dele é o reino do céu!

Ser, estar, permanecer… para quê? Qual a sua razão dentro destas 3 palavras? Onde você se encontra agora? Está vivo mesmo estando morto? A vida não é muito curta para ser pequena? Se você deixar este mundo, que falta tu farás aos que estão ao seu redor? Que falta você fará a ti mesmo? Que falta faz ser quem tu és… pois você provavelmente só tem sido o que querem que tu sejas!

E se eu despertar dessa prisão que sou eu? E se não for aquilo que desejam? E se eu não for quem eu sou? E se eu não for? Por quanto tempo sustentarei o peso de não ser eu? Seguir o caminho já traçado sempre será mais fácil… Siga os pontinhos e forme o desenho de sua vida! De que vida estamos falando? Seja lá o que seja feito, o sol sempre se porá e sempre ascenderá para o renascer de um novo dia… mesmo que saibamos que um dia, não mais, ele estará!

E se suspendermos, nem que seja por algum instante, a razão? Há razão? A razão há? Nos coloquemos na posição de que razão é um sentido e uma verdade. Todas as verdades são racionais? Todas as verdades têm sentido? Elas têm uma razão de ser? Existe a verdade? Creio que sim, entretanto concordo que não! Não será a verdade nada mais do que versões convincentes?

E se naquela caixa aberta, nem mesmo a esperança restasse? Até os deuses erram? Eram deuses? Pretendo não saber! Saber?

E se deixarmos de viver como filhotes de passarinhos, que necessitam de tudo mastigado para se manterem vivos? É melhor estar vivo como marionetes vivendo sob as linhas de quem nos controla? Ou seria melhor arriscar-se ao erro, as responsabilidades destes e arrebentar as linhas substituindo-as por novas, sempre que desejarmos? entretanto nunca sob nova direção!

E se a vida nada mais fosse que uma ilusão desconfortável em busca de um conforto que jamais encontraremos? Uns o criam, outros o repudiam. Até o fim dos dias… Acordar, pensar, decidir, acertar, errar, repensar… O que eu me tornei?

Tal qual uma árvore seca em um campo distante, sem a presença de alguém. Visão perdida no horizonte, observando o céu acinzentado que se coloca a minha frente. O único som que se escuta é o vento tocando folhas inexistentes em meus galhos. Minha voz, internamente ecoa… O que me tornei?

Meus galhos, braços estendidos sobre o nada e sob a lua entristecida, quase coberta. Vejo sombras no chão, são os pássaros sobrevoando meu ser imóvel… longe estão… para o alto não consigo olhar… As sombras se movimentam… perambulam lateralmente a minha. Estática. Imutável.

E se eu puder não confundir bondade com compaixão? Estou firme. O solo me sustenta. Abraçar o fim dos dias passa a ser a minha razão. Minha voz… Ecoa… Forte, ávida, em altos brados… O que me tornei? Saberei um dia. Saberei um dia? Então… até lá! Te aguardo enfim meu eu! Até o fim dos dias.

Por um país mais Liberal… contra os Robin Hodds sociais!

“Não há pessoa que não ame a liberdade, mas quem é justo exige-a para todos, quem é injusto, apenas para si mesmo.” Ludwig Borne

Temos hoje no Brasil, uma gama de privilégios demasiado extensos em vários ramos e situações possíveis. São cotas raciais, de gênero e sociais, bolsas, reduções de impostos para determinadas empresas e setores da economia, subsídios, apoios etc.

Vivemos em um país que dá ênfase ao coitadismo, ao esmolismo e ao “apartheid” social e de relações. Ser branco, com bons rendimentos, cristão ou ateu e coxinha é quase que a definição de um nazista, ditador e aproveitador de criancinhas puras e indefesas.
Os ditadores da moral e dos bons costumes, os possuidores de toda benevolência, os pacifistas, ecochatos, puritanos, socialistas e, porque não, super-heróis e defensores dos fracos e oprimidos, não têm a percepção de que entre 0 e 1, há uma gama de condições, ou seja, para eles ou é 0 ou é 1, isso define, para os donos da razão, critérios definitivos de caráter, índole, moral, condição social etc. Definiremos aqui, que estes cidadãos, heróis, são o 0, bem à esquerda!
E pior que isso, estes hipócritas encapuzados de falácias verborrágicas, são quase que maioria em nossas Câmaras, Planaltos, Prefeituras, Ministérios, Governos estaduais e federais e universidades. Os falsetas se proliferam feito Gremlins!
Fingir caráter e ter discurso de bonzinho neste país vale mais do que ser, fazer e estar. Vá entender! Baseado nisso, observamos que as ações afirmativas se multiplicam. Querem o bem? Querem justiça? Querem benesses? ou querem controle social e dependência dos amantes do sofá?
Lutam por igualdade racial, mas na hora de obter louros com o sofrimento de antepassados, ou do coitadismo, são racistas. Negros ricos?? não interessa, são negros… abafa!!! Branco pobre morador da favela? bem feito, quem mandou! É quase um carma  para os brancos e uma benevolência Cristã para os negros. Estereotiparam os negros! Para os Robins sociais, são favelados e pobres, com leve tendência criminosa. Na lógica deles funciona assim: deve pagar D à C pelo que B fez para A. Entendeu?
É justo pais trabalharem absurdamente, pagarem elevados impostos, depois ainda terem que custear a educação de seus filhos? Impostos pagos não garantem qualidade do ensino que, baseado na constituição deveria ser igual para todos (povo). Perdem vagas e oportunidades nas instituições de ensino e, sendo assim, necessitam pagar uma faculdade particular porque, a que seu filho tanto desejava, foi ocupada por pessoas menos abastadas e/ou com mais melanina e com notas inferiores? É justo um governo Robin Hood? Eu não sabia que justo é escravizar ou explorar aquele que tem mais em prol dos que menos tem.
O problema é que os Cristos do governo não foram para a cruz. Deveriam! Mas que não retornem no terceiro dia
Partimos então à cota de gênero mais comentada no país, refere-se a estipulação de 30% de vagas obrigatórias para mulheres em partidos políticos e coligações. Há cota sobre os 100% destas mulheres??? ou seja, destas, tantos porcentos são para negras e outro tanto precisam ser pobres? Se bem que para os heróis sociais, negro e pobre são sinônimos. São os pleonasmos dos 0 à esquerda! Vá entender!
Outra prática muito comum dos Robin Hodds governamentais é beneficiar as classes trabalhadoras. Hã? Classe trabalhadora? Grevistas e baderneiros de plantão e os inanimados filantrópicos? Super trabalhadores! Tudo bem né!
Sindicatos, movimentos, ONG’s, instituições sem fins lucrativos, recebem diversos incentivos, fiscais ou não, legais ou não, diariamente. Estas organizações não pagam impostos, mesmo sendo isso o que faz o governo movimentar à máquina. Têm apoio em invasões, em greves, em quebra-quebras mancomunados com líderes da santa ceia governamental, que estão mais para Judas. Todavia todos esses líderes encontram-se com contas bancárias polpudas. Jamais são presos pelas barbaridades recorrentes e ainda se posicionam como impolutos, pudicos e supremos detentores da virtude de amar os ‘irmão’.
Temos ainda o Bolsa Família. Em resumo, foram em torno de 24 bilhões de reais consumidos em 2013 para “beneficiar” os mais necessitados. Adoram falar de estádios da Copa e das Olimpíadas, pois o dinheiro do POVO está sendo gasto em supérfluos, em circo e não em pão, mas 24 bi para terem fantoches militantes pode?
Usam a dialética para tentar ludibriar a massa, fingindo que estão mudando a vida destas pessoas, que por sinal vêm em público indignadas, bradarem, em alto e bom português errado, que necessitam de calças que custam mais de R$ 300. Pensei, que tal arrochar mais o branco coxinha e fazer com que as pessoas tenham a dignidade de desfilarem suas Guccis, Armanis etc. Os mano pira nas facilidade!
Apesar de ainda ter muita coisa engasgada na garganta, indignado vos questiono, vamos continuar bancando essa farra? sejam vocês brancos, negros, amarelos, quiçá arco-íris, principalmente da classe média brasileira. Sim, somos nós que pagamos essa conta, somos nós que mesmo sem querer, provemos casas próprias aos invasores, somos nós que custeamos terrenos às formigas vermelhas invasoras de terras, somos nós que pagamos a educação, por toda a vida, dos queridinhos da banda dos 0 à esquerda, somos nós que pagamos canais de televisões para exibirem a propaganda “gratuita”, somos nós que financiamos os sindicatos e movimentos, somos nós que continuamos sendo prejudicados por mulheres ensandecidas que invadem laboratórios e destroem anos de pesquisa, somos nós que pagamos tudo em dobro: educação, transporte, seguros, saúde etc. e para quê? Para que o governo tenha condições de garantir seus votos para a próxima eleição. Isso não seria uma compra de votos velada? enfim, até quando?
Por fim, vos afirmo! Necessitamos de livre mercado, livre concorrência, liberdade aos indivíduos e não à massas falidas encostadas e apoiadas por tocos que, coincidentemente, chamamos de governo e afins. Chega de imposições coitadistas, que são em verdade, dignas de pena. Precisamos abrir os próprios olhos, pois Venezuela, Bolívia e Cuba são logo ali. Vamos desmoronar de vez os muros que colocam em nossa volta, mesmo que não sejam concretos, mas que estejam por cimentar de vez nossas vidas.
A MELHOR AÇÃO AFIRMATIVA É O TRABALHO!

Por um país mais liberal… contra a negação do preconceito.

“Não tenho preconceitos, odeio a todos igualmente.” George Bernard Shaw

Tenho observado em diversas mídias sociais, uma dicotomia acerca do assunto tratado. Ou as postagens são de ódio profundo ou de um ceticismo morno que ofende o intelecto de quem o tem. Refletindo sobre isso, cheguei a uma conclusão que parecerá dolorosa para alguns e honesta para outros. NÃO HÁ NENHUM SER HUMANO QUE SEJA ISENTO DESTE SENTIMENTO CHAMADO PRECONCEITO. Uns mais, outros menos, uns o expõe furiosamente, outros educadamente.

Hoje em dia, negamos o preconceito (Juízo de valores), mas na verdade negamos a existência dele em nossa essência, tal qual negávamos, há pouco tempo, a inveja. Sinto informar para vocês caros leitores, negamos, mas ambos estão lá, em nossas mentes! Somos acometidos, mesmo que inconscientemente, de um maniqueísmo, onde nos colocamos ou gostaríamos de nos colocar, em apenas um ponto deste modo de pensar.

G.K. Chesterton nos alertava que: devemos ter a mente aberta, mas não tão aberta a ponto de o cérebro lhe escapar. São diversas as formas de preconceito, para a insônia dos politicamente corretos e para delírio dos fundamentalistas de plantão.

Podemos ter preconceito de tudo, todos e quaisquer coisas. Por exemplo: Cor, raça, música, vestuário, físico, homem, mulher, estrangeiros, religioso, ateu, homossexual, nordestino, negro, branco etc. Segundo o Dicionário Priberam, uma das formas de definição de preconceito é: “conceito ou opinião formados antes de ter os conhecimentos adequados”. Me pus a pensar… existindo um ser sobre humano, não constituído de preconceitos, isto significa que esta pessoa tem todas as suas opiniões formadas através de pensamentos adequados? Que pensamentos adequados?????

Creio que o preconceito, tal qual alguns outros “defeitos”, é a fusão de uma gama de sentidos e sentimentos, mas os que mais me vêm à mente, quando penso sobre esta questão, são a inveja e o medo. Temos medo da mudança, inveja da coragem de outrem, medo do novo, inveja daquilo que o outro tem, medo da negação, inveja das afirmações…

Seria maravilhoso, se em quase todas as situações da vida, submetêssemos ao crivo da nossa razão, tudo aquilo que se refere ao assunto debatido. Mas infelizmente ou não, isto simplesmente não ocorre. Ao ver declarações dos amigos politicamente corretos, sejam os ecochatos, os socialistas, os hipócritas, os sem-ter-o-que-fazer etc. me ponho a imaginar se estes, ao verem suas filhas, bem criadas, virgens, inconspurcadas e imaculadas, chegando em casa com um rapaz cheio de piercings e tatuagens dizendo ser seu namorado…O que você pensaria naquele exato momento? seja honesto consigo!

Imagine você observar, adentrando em uma sinagoga, um cidadão de turbante, barba crescida e com uma mochila na costa… Qual pensamento você terá? será um turista? Da mesma forma, imagine uma moto, parando em frente à uma lotérica, onde dois rapazes, um branco e um negro, enfim, não muito bem vestidos, estão sobre ela. De repente o negro salta e corre em direção ao interior do estabelecimento de forma abrupta, sem retirar o capacete, no que você pensa? Será que ele está atrasado para o trabalho e deseja pagar rapidamente uma conta? Poderia expor vários exemplos similares aqui, e óbvio que em nenhum dos exemplos, necessariamente, ocorrerá algo ruim, mas, pensamos assim no momento em que ocorrem?

Será realmente que o preconceito, por si só, é, necessariamente, um ato discriminatório? ou será uma forma que a evolução encontrou para que possamos nos proteger? será os dois? Será que a criação de estereótipos é apenas uma forma de separar e dispersar tipos sociais não condizentes com a realidade de quem vê? Será um não desprendimento a uma cultura sedimentada em nossas entranhas? Será o dia a dia estressante e corrido? ou a quantidade de violência gratuita nas mídias em geral? ou simplesmente, será tudo!

De qualquer forma, imagino que a única maneira de vivermos amigável e socialmente, mesmo com indivíduos totalmente distintos daquilo que somos, é a tolerância e o respeito. Julgar o todo pelas exceções não deveria se tornar praxe, mas sim o contrário. Acometer pessoas às vicissitudes de ser e agir de uma maioria declarada “normal”, denota a fraqueza de pensamentos aviltantes para com às “minorias”.

Tenhamos, cada um de nós, suas idiossincrasias, todavia, estas não devem criar uma camada obstrutiva entre pessoas. Debater, discordar e confrontar ideias, ideais, posicionamentos e escolhas é válido, entretanto agir de forma agressiva e indelicada àquele que se difere dos demais é nada mais nada menos que uma iniquidade sem precedentes.