E nossos sonhos… para onde foram?

“Se hoje fosse o último dia de minha vida, queria fazer o que vou fazer hoje? E se a resposta fosse “Não” muitos dias seguidos, sabia que precisava mudar algo.” Steve Jobs

Primeiramente, quem foi que disse que sonhar não custa nada? Jamais paramos para imaginar acerca do antagonismo dicotômico que o ato de imaginar coisas, muitas vezes infundadas, traz para nossas vidas. Para uns, conquistas! Para outros, incertezas e descontentamentos! Mas para ambos, decepções… Nem mesmo o mais vitorioso dos homens deixará de, em seus últimos momentos, refletir sobre seus anseios passados, encaixotados em sua memória. Suplicarás aos céus por mais tempo, para que surja em si a Pandora que desencaixote até mesmo a esperança que ali restou.

A vida é muito curta para ser pequena. Deixaremos de existir, acumulados de propósitos, devaneios, entusiasmos e veleidades, que serão extintos assim que seu tempo, por fim determinar!!! Dirás então para ti… não aprendi a tocar o violão, livros empoeiraram nas estantes entristecidas, não estudei sobre aquilo que um dia desejei ser, o idioma permaneceu único, e porque não, aquele grande amor, seja lá quem ou qual for, não se arrebatou. E mesmo assim, permanecerei neste auto engano afirmando que o tempo foi demasiado curto.

Mas até quando? Até quando acharemos que seremos eternos? Até quando esperaremos que o tempo dure o suficiente para podermos sanar nossas pendências? Há quem se agarre com afinco na esperança existencial de uma vida após a vida. Suspiramos por dias com mais de 24 horas, semanas maiores que 7 dias, meses com mais de 30… anos maiores pra sempre. O tempo não para! Pior que isso… deixa feridas incuráveis moldadas através de remorsos e arrependimentos.

Não deixemos que a sorte da tragédia nos dê a oportunidade terminal, para que assim possamos deteriorar as dívidas daquilo que abandonamos pelos caminhos das estradas da vida. Minimizemos ao máximo o acúmulo de desistências, fraquezas, covardias e desprezos de tudo que deixamos para fazer amanhã. Pois amanhã, subitamente, poderemos não mais ter tempo de tirar o peso da saudade da lembrança daquilo que jamais tivemos a honra de viver. Sendo assim, deixar de realizar seus sonhos custa a sua vida.